O acervo fotográfico do Museu da Cidade do Recife foi posto no mapa por leitura automática. A máquina lê a ficha e propõe onde a foto foi feita. Ela erra, e erra de um jeito que só quem conhece o acervo percebe. Esta tela existe para o senhor corrigir, no tempo que tiver.
Na primeira visita a tela pergunta o seu nome. Ele fica junto de cada resposta, para o acervo saber de quem veio a informação. No alto da tela, à direita, está escrito conferindo como e o nome em uso, com um botão trocar ao lado. Dá para trocar quando quiser, e dá para conferir sem se identificar, ainda que a resposta valha menos assim.
Uma foto por vez, uma pergunta objetiva e três botões. Nada precisa ser instalado, não há senha, e não é preciso terminar nada. Pode responder cinco fotos hoje e voltar semana que vem: a fila continua de onde parou, e o que já foi respondido não aparece de novo.
confiro,
está certo
O lugar que aparece no mapinha está certo. A foto passa a
valer como conferida.
não é
isso
O lugar está errado. A tela abre o mapa para o senhor apontar onde
é de verdade.
não sei
dizer
Segue para a próxima, sem prejuízo. É resposta legítima e ajuda:
mostra o que ninguém consegue identificar.
Clique no mapa, no ponto onde a foto foi feita. Não precisa de precisão de metro: a esquina certa já resolve.
Aparece um alfinete. Se errou, arraste, ou use o apagar ao lado das coordenadas.
Clique no botão verde salvar este lugar e seguir, logo abaixo do mapa.
Onde o fotógrafo estava, não o que ele fotografou. Se a foto mostra a Ponte Duarte Coelho vista da Rua da Aurora, o ponto é na Rua da Aurora. É essa diferença que permite, mais adiante, desenhar para onde a câmera apontava.
A imagem à esquerda amplia com a roda do mouse e se move arrastando. Dois cliques voltam ao tamanho inicial. Muitas fotos são páginas inteiras do livro de tombo, com a ficha manuscrita ao lado: vale ampliar para ler o que está escrito à mão, que costuma dizer mais que a legenda transcrita.
Abaixo do mapa há um espaço livre. É o campo mais valioso da tela. Sirva-se dele para o que a máquina nunca vai saber:
O que o senhor escrever fica anexado àquela fotografia para sempre, com o seu nome, e aparece para quem consultar o acervo depois.
No alto da tela há uma lista com quatro filas. A primeira, dos lugares que a máquina propôs, é a mais útil. As outras são as datas duvidosas, as fichas cuja letra não foi lida, e tudo junto.
Nada do que o senhor responder entra sozinho no acervo. Cada resposta passa por uma segunda tela, onde Pedro confere e consolida. Se algo for respondido por engano, é só avisar, que volta para a fila.